Longa
Metragem de Amauri Tangará
Ao Sul de Setembro.
Foi rodado aqui
na Chapada o filme de Amauri Tangará desde o dia 9 de agosto
até 27 com locações por toda a região,
foi um desafio estimulante na paisagem daqui.

Veja as fotos
de duas cenas.
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Sinopse
Pensando
em realizar um longa-metragem, um cineasta pesquisa a historia de
um poeta que na década de setenta viveu na zona rural de Chapada
dos Guimarães (MT) e que tendo perdido a mulher, desaparecida
misteriosamente no mês de agosto de l975, passou mais de vinte
anos, indo todos os dias à beira da estrada de chão
batido, que passava à uns cinqüenta metros da porta de
sua casa, com um buquê de flores, esperar pelo ônibus,
na esperança que ele trouxesse de volta seu grande amor. Enquanto
esperava, escrevia poemas em um caderno. Como o ônibus sempre
passava direto, arrancava o poema do caderno e colava na parede de
sua casa... O buquê, de frescas flores do campo, ele fincava
no terreiro...
Com o passar dos anos, a linha de ônibus foi desativada, a casa
foi ruindo, mas o poeta, cansado e envelhecido pela solidão,
continuou indo pra beira da estrada, na mesma hora, todos os dias,
semanas, anos.... Ruiu com a casa, misturou-se ao cerrado, sumiu...
Muitos de seus poemas se desprenderam das paredes, voaram pelo quintal,
pelo cerrado... Dizem até que o vento, às vezes, lê
seus poemas e que nas noites enluaradas ouve-se seus versos desesperados
à beira do despenhadeiro!...
A velha casa em ruínas ainda está lá e tem fama
de ser mal assombrada. A lenda do "velho poeta" corre à
boca pequena, assanhando o medo e a curiosidade dos moradores de um
assentamento próximo.
Uma jornalista de Cuiabá, amiga do cineasta, é convidada
para ajudar na elaboração do roteiro. Num sábado
à tarde, pega o carro e sobe para Chapada para encontrar-se
com o amigo e começar o trabalho. No caminho, pára pra
descansar numa cachoeira na beira da estrada e sentando-se à
sobra de uma árvore, adormece...
Quando chega na cidade não encontra o cineasta e resolve, por
conta própria, desvendar a história do "velho poeta".
Chega no assentamento, próximo da casa em ruínas e lá
encontra um "contador de causos" , um garimpeiro aposentado,
apaixonado por cinema e que diz saber tudo sobre o "velho poeta".
Antes de entrar no assunto principal, o velho garimpeiro lhe conta
algumas histórias de "cinema", acontecidas nos garimpos
onde viveu.
Enquanto ela conversa com o garimpeiro na porta do barraco, na cidade,
o cineasta começa a se preocupar com sua demora.
Depois de várias xícaras de café e de ouvir a
incrível história do " velho poeta", a jornalista
resolve conhecer a casa em ruínas e quem sabe encontrar o seu
misterioso morador. Nas paredes estão dezenas e dezenas de
poemas e ela, pacientemente, começa a lê-los... Algum
tempo depois, um barulho vindo do terreiro assusta-a e ela acorda
na cachoeira à beira da estrada, onde havia parado pra descansar...
Verifica ter sido sonho tudo o que se passou. Ela então segue
para a cidadezinha e relata ao amigo a incrível estória,
passível de ser a própria estória do filme. Ele
pede a sugestão de um nome para o trabalho e ela sem hesitar
sugere AO SUL DE SETEMBRO, o nome do livro de poemas que o poeta escrevia
esperando por sua amada